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As finanças dos estados brasileiros registraram em 2025 o pior resultado fiscal desde 2014. Dados do Banco Central indicam que os governos estaduais encerraram o ano com superávit de 0,04% do PIB (Produto Interno Bruto), o resultado mais baixo desde 2014, quando houve déficit. O desempenho ocorre após quatro anos consecutivos de deterioração fiscal, em um cenário de crescimento mais moderado das receitas e avanço das despesas acima da inflação.
O enfraquecimento da atividade econômica afetou a principal fonte de arrecadação dos estados, o ICMS (Imposto sobre Mercadorias e Serviços). Ao mesmo tempo, estados que renegociaram dívidas ampliaram a capacidade de gasto e elevaram investimentos e outras despesas às vésperas do ano eleitoral.
O resultado fiscal dos estados em 2025 foi impactado pela combinação entre crescimento mais lento da arrecadação e aumento real das despesas. Segundo o Banco Central, o superávit de 0,04% do PIB representa o pior resultado desde 2014.
Outra fonte de dados, o Relatório Resumido da Execução Orçamentária dos estados e do Distrito Federal, mostra que as despesas cresceram 5,7% acima da inflação no último ano, enquanto a receita avançou 3,4% em termos reais no mesmo período.
A diferença entre o crescimento das despesas e das receitas contribuiu para a deterioração do resultado fiscal dos estados em 2025.
O ICMS, principal tributo estadual, teve crescimento de apenas 2,4% acima da inflação em 2025, segundo dados mencionados pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).
O comitê já vinha registrando a tendência de deterioração das finanças estaduais ao longo do ano em dados preliminares divulgados no Boletim Fiscal dos Estados.
Em nota, o Comsefaz afirmou que os dados de 2025 reforçam a leitura de que os estados entraram em uma fase de crescimento mais moderado das receitas.
“A perda de tração real sinaliza um cenário em que a arrecadação, especialmente do ICMS, fica mais sensível ao ritmo da atividade, ao volume de comercialização e a ajustes regulatórios em segmentos-chave”, diz a instituição.
O desempenho mais fraco do ICMS contribuiu para o menor avanço das receitas estaduais no ano.
Enquanto a receita cresceu 3,4% em termos reais, as despesas avançaram 5,7% acima da inflação em 2025, de acordo com o Relatório Resumido da Execução Orçamentária.
Entre os componentes da despesa, os investimentos registraram crescimento de 11% acima da inflação no ano passado. Apesar do avanço, os investimentos ainda representam menos de 10% do gasto total.
Já a despesa com pessoal, responsável por quase metade do desembolso total dos estados, apresentou crescimento de 3,2%.
O Comsefaz avaliou que os dados indicam despesas correntes ainda pressionadas.
Em nota, o comitê destacou “além de uma retomada do investimento que é desejável do ponto de vista da infraestrutura, mas que exige consistência financeira para não reabrir fragilidades em um contexto de receitas reais mais contidas.”
Outro fator relevante para o desempenho fiscal de 2025 foi a renegociação de dívidas realizada por alguns estados. Segundo o texto, governos que renegociaram suas dívidas passaram a ter mais dinheiro disponível para gastar.
Esse espaço adicional permitiu elevar investimentos e outras despesas às vésperas do ano eleitoral.
A combinação entre menor crescimento da arrecadação e aumento de despesas contribuiu para o resultado fiscal mais fraco desde 2014.
O Comsefaz avalia que os dados de 2025 indicam uma fase de crescimento mais moderado das receitas estaduais.
A arrecadação do ICMS, que cresceu 2,4% acima da inflação, ficou abaixo do crescimento real das despesas.
O comitê ressalta que, em um cenário de receitas reais mais contidas, a expansão de despesas exige cautela para evitar o agravamento das fragilidades fiscais.
A leitura é de que o resultado fiscal dos estados reflete um contexto de atividade econômica menos dinâmica e maior sensibilidade da arrecadação às variações no volume de comercialização e em ajustes regulatórios.
O superávit de 0,04% do PIB registrado em 2025 é o menor desde 2014, quando houve déficit.
O dado reforça o quadro de deterioração fiscal observado nos últimos quatro anos.
Embora o resultado ainda tenha sido positivo, o nível reduzido do superávit indica menor margem para absorver choques econômicos ou ampliar despesas sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
Os números consolidados indicam que:
Esses indicadores compõem o panorama fiscal dos estados em 2025, segundo dados do Banco Central, do Relatório Resumido da Execução Orçamentária e do Comsefaz.
O comitê de secretários estaduais avalia que o cenário aponta para restrições fiscais mais rigorosas nos próximos anos.
Com crescimento menor da arrecadação, especialmente do ICMS, e despesas ainda pressionadas, a necessidade de consistência financeira ganha relevância.
A combinação de crescimento mais moderado das receitas e avanço real das despesas exige maior controle fiscal para evitar deterioração adicional das contas estaduais.
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* Valores informativos. Consulte fontes oficiais para decisões financeiras.
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